Reduzir fonte Letra tamanho normal Aumentar fonte

Semana Santa 2017

 

banner semana santa programa    

 

Procissões

 

Procissão dos Passos do Senhor - Domingo, 02 de abril

 

A Vila de Sardoal prepara-se de forma muito especial para receber a Procissão dos Passos do Senhor. Com o roxo como cor de fundo devido às centenas de faixas roxas que são colocadas nas janelas e varandas das ruas principais, esta Procissão percorre as ruas estreitas e pavimentadas com seixos do rio do Centro Histórico da Vila. Quando a Procissão, que integra o Senhor dos Passos, chega ao Pelourinho, tem início o Sermão do Encontro que culmina com o Encontro simbólico das imagens do Senhor dos Passos e da Sua Santíssima Mãe. Terminado o Sermão do Encontro, a Procissão prossegue com as duas imagens a caminho do Convento de Santa Maria da Caridade, onde é proferido o Sermão do Calvário.

 
 

As marchas fúnebres, entoadas pela Filarmónica União Sardoalense, acompanham todo o cortejo. A forte emoção coletiva desta manifestação tem perdurado através dos séculos, não obstante os diversos contextos políticos e socioculturais e, embora não seja possível determinar com exatidão a origem desta Procissão, sabe-se que a mesma já se realizava em meados do século XVIII. É organizada pela Paróquia de Santiago e São Mateus e pela Irmandade da Vera Cruz.

 

 

passos_5.jpgpassos_4.jpgpassos_9.jpgpassos_3.jpgpassos_10.jpgpassos_7.jpgpassos_6.jpgpassos_2.jpgpassos_1.jpgpassos_8.jpg


Procissão dos Ramos - Domingo, 09 de abril

 

A Procissão dos Ramos, precedida da bênção ritual, sai da Capela do Espírito Santo para a Igreja Matriz. Através desta manifestação se revive a entrada festiva de Jesus em Jerusalém. Através da sua realização, pretende a Liturgia levar os Cristãos a reconhecer e a afirmar a messianidade e realeza de Jesus da Nazaré.

 
 

A Eucaristia é celebrada na Igreja Matriz. Esta manifestação, embora modesta face à grandiosidade dos outros atos desta quadra, reveste-se de grande beleza e significado.

 

 


Procissão do Senhor da Misericórdia (Fogaréus) - Quinta-feira, 13 de abril

 

A Procissão do Senhor da Misericórdia (ou Fogaréus) é uma das mais emblemáticas da Semana Santa em Sardoal. Com a iluminação da rede pública desligada nas principais ruas da Vila, a luz das velas, archotes e candeias acentua o ambiente místico vivido nesta noite de Quinta-feira Santa. Esta Procissão é organizada pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal e integra o Sermão do Mandato, na Igreja do Convento de Santa Maria da Caridade.

 

A Filarmónica União Sardoalense entoa marchas fúnebres ao longo de todo o percurso. Nesta Procissão podem ainda ser apreciados os ricos painéis, provavelmente do século XVIII, pertença da Misericórdia, representando Cenas da Paixão. Por motivos de segurança e preservação, saem à rua réplicas em tamanho natural.

 

 

fogareus_9.jpgfogareus_8.jpgfogareus_10.jpgfogareus_7.jpgfogareus_3.jpgfogareus_4.jpgfogareus_6.jpgfogareus_2.jpgfogareus_1.jpgfogareus_5.jpg


Procissão do Enterro do Senhor - Sexta-feira, 14 de abril

 

Nesta Procissão participam, tanto a Irmandade da Vera Cruz ou dos Santos Passos, como a Irmandade do Santíssimo Sacramento, com um percurso pelas Ruas Velhas, até à Igreja de Santa Maria da Caridade e regresso à Matriz, onde, de seguida, se realizam as Cerimónias do Enterro do Senhor.

 

A Sexta-feira Santa é um dia alitúrgico, assim designado porque não se celebra a Missa. Entende a devoção cristã que assim tem que ser porque Cristo está morto.

 

 

enterro_9.jpgenterro_7.jpgenterro_1.jpgenterro_3.jpgenterro_4.jpgenterro_5.jpgenterro_10.jpgenterro_6.jpgenterro_8.jpgenterro_2.jpg


 Procissão da Ressurreição - Domingo, 16 de abril

 

Esta procissão retrata a alegria pelo triunfo de Cristo Ressuscitado. A Igreja Matriz de Sardoal fica iluminada com a cor das muitas flores que a decoram. Os paramentos dos Sacerdotes são de cores alegres e para a Procissão, que sai da Matriz, com um percurso mais curto que o das procissões dos dias anteriores, o chão das ruas fica repleto de flores e verduras.

 

Nas janelas das casas são colocadas as colchas mais ricas e bonitas, criando um ambiente solene, mas de Festa e Alegria.

 

 

ressurreicao_8.jpgressurreicao_1.jpgressurreicao_9.jpgressurreicao_7.jpgressurreicao_6.jpgressurreicao_3.jpgressurreicao_2.jpgressurreicao_4.jpgressurreicao_5.jpgressurreicao_10.jpg

 

Capelas

 

Flores e verduras naturais em Igrejas e Capelas

13 a 16 de abril

Entre Quinta-feira Santa e Domingo de Páscoa, o chão das Capelas e Igrejas do Sardoal encontra-se enfeitado com tapetes feitos à base de pétalas de flores e verduras naturais. Os motivos dos desenhos, alusivos à quadra, são de rara beleza e devoção. Trata-se de uma tradição original de envolvimento popular que se julga ser única no país e que remonta a tempos muito idos. Sabe-se que no século XIX já existia, altura em que atingiu momentos de grande esplendor, confirmados pela leitura de jornais da época.

 

Os trabalhos nas Capelas têm lugar na noite de quarta-feira e prolongam-se pela noite fora, envolvendo cristãos e não-cristãos, agnósticos, não-praticantes, jovens e gente de todas as idades. As Capelas enfeitadas são um dos “cartazes” mais importantes das Celebrações da Semana Santa e Páscoa em Sardoal.


Nos últimos anos esta tradição foi estendida às Igrejas e Capelas fora da Vila.

 



Capelas e Igrejas enfeitadas na Vila

 

• Igreja da Misericórdia
• Igreja do Convento de Santa Maria da Caridade
• Capela de S. Sebastião
• Capela do Espírito Santo
• Capela de Nossa Senhora do Carmo
• Capela de Santa Catarina
• Capela de Sant’Ana
• Capela do Senhor dos Remédios

 

Horários de abertura:

Quinta-feira Santa (dia 13 de abril) – das 14h às 24 h
Sexta-feira Santa (dia 14 de abril) – das 10h às 21h30
Sábado (dia 15 de abril) e Domingo (dia 16 de abril) – das 10h às 19h

 

Horário da Igreja Matriz :
De Quinta-feira 13 de abril a Sábado 15 de abril– das 15h às 19h
Domingo 16 de abril – das 15h às 17h

 

 

capela_sant_Ana_002 (Copy).jpgcapela_sr_remedios_002 (Copy).jpgcapela_n_senhora_carmo_002 (Copy).jpgcapela_espirito_santo_001 (Copy).jpgcapela_n_senhora_carmo_001 (Copy).jpgcapela_s_sebastiao_002 (Copy).jpgigreja_st_maria_caridade_001 (Copy).jpgigreja_misericordia_001 (Copy).jpgigreja_misericordia_002 (Copy).jpgcapela_s_sebastiao_001 (Copy).jpgcapela_sr_remedios_001 (Copy).jpgcapela_sant_Ana_001 (Copy).jpgcapela_espirito_santo_002 (Copy).jpgigreja_st_maria_caridade_002 (Copy).jpgcapela_st_catarina_001 (Copy).jpgcapela_st_catarina_002 (Copy).jpg


Capelas e Igrejas enfeitadas fora da Vila

 

• Presa

Panascos

• Vale das Onegas

Santiago de Montalegre (Igreja antiga junto ao cemitério)

• Mivaqueiro

• Valhascos (Igreja de Nª Sr.ª da Graça e S. Bartolomeu)

Cabeça das Mós

• Entrevinhas

• Venda Nova

• Andreus

• S. Simão

 

Horários de abertura :
Sexta-feira 14 de abril, Sábado 15 de abril e Domingo 16 de abril – das 14h30 às 18h

 

A Autarquia de Sardoal disponibiliza transporte para a visita a estas capelas e igrejas
Sexta 14 e sábado 15 – 14h30
Partida junto do Centro Cultural Gil Vicente

 

mapa

 

vale_das_onegas (Copy).jpgandreus (Copy).jpgentrevinhas (Copy).jpgvenda_nova (Copy).jpgpanascos (Copy).jpgs_bartolomeu_valhascos (Copy).jpgs_simao (Copy).jpgvalhascos (Copy).jpgmivaqueiro (Copy).jpgmontalegre (Copy).jpgpresa (Copy).jpgcabeca_mos (Copy).jpg

 

Transportes

 

pdf icone Horário dos Transportes

 

Organização e Apoios

  

Entidades organizadoras

 

• Paróquia de Santiago e São Mateus
• Santa Casa da Misericórdia de Sardoal
• Câmara Municipal de Sardoal
• Irmandade da Vera Cruz
• Irmandade do Santíssimo

 

Apoios

 

• Filarmónica União Sardoalense
• Bombeiros Municipais
• Guarda Nacional Republicana
• Juntas de Freguesia de Alcaravela, Sardoal, Santiago de Montalegre e Valhascos
• LTE – Eletricidade de Lisboa e Vale do Tejo
• Agrupamento de Escolas
• GETAS – Centro Cultural
• Instituições Diversas
• Moradores do Concelho de Sardoal

 

Mensagens


Na Semana Santa e Páscoa, todos os caminhos vão dar ao Sardoal.
Os “caminhos” da Fé, para quem é crente, e os “caminhos” da contemplação do património material e imaterial de grande beleza, de grande riqueza, legado de que nos honramos ser fiéis depositários dos nossos antepassados.
Não escondo que a nossa estratégia assenta, numa parte substancial, na valorização e divulgação de todo este património como recurso que pretendemos transformar em produto, acrescentando valor à qualidade de vida dos Sardoalenses. No entanto, há que garantir a essência de todas estas manifestações com milhares de anos na história da Humanidade. O respeito pelos símbolos, pelas instituições que milenarmente guardam esses mesmos símbolos é fundamental para que possamos preservar, por muitos e muitos anos, toda esta riqueza.
Este é o grande desafio que nós, Sardoalenses, temos pela frente. Num mundo em constante mudança, com uma aceleração nunca vista, é fundamental não nos deixarmos embalar por este frenético ritmo mundano, descuidando a contemplação, a beleza, a espiritualidade. Sim, espiritualidade, e não me refiro só aos que creem com inabalável fé, mas a todos aqueles que não podem ficar indiferentes ao misticismo que paira no ar por estes dias.

 

A arte de bem receber está igualmente presente no espírito dos Sardoalenses, que sentem como ninguém a importância de todo este património. Nele sentem um enorme orgulho e, quando assim é, com naturalidade o transmitem às gerações mais novas.
É uma grande honra presidir a um Concelho com tão importante património, sendo o maior de todos os Sardoalenses!

 

António Miguel Borges
(Presidente da Câmara Municipal)

 


Cômpitos vitais


Imaginemos uma encruzilhada. Temos duas alternativas: eleger a vida ou a morte, a paixão ou a tibieza, a verdade ou a mentira, a profundidade ou a superficialidade. É isto que está em jogo nesta semana que os cristãos denominam e vivem como “Santa”. O relato da paixão que escutaremos na Sexta-feira Santa é uma imensa encruzilhada. Todas as personagens em cena têm que tomar as suas decisões. Alguns estão no caminho certo, outros no caminho errado.


Na sua radicalidade e grandeza, a Semana Santa é um reflexo da história de cada um de nós. No mais especial, e no quotidiano. Nas pequenas e grandes decisões que nos levam a ser quem somos. Porque constantemente escolhemos caminhos, como usar o tempo, que palavras dizer e quais calar, a quem confiar na vida ou não. Por isso, oxalá que cada um de nós seja capaz de preferir a vida.


Cômpitos vitais – Eleger a vida


«O Sumo-sacerdote disse-lhe: Intimo-te pelo Deus vivo, que nos digas se és os Messias, o Filho de Deus. Jesus respondeu-lhe: Tu o disseste» (Mt 26,63-64)


O Caminho de Jesus é antagónico. Muitos poderão pensar que está errado. Que se se calar, se ceder, se escolhe criar menos polémica, se for prudente, se não for para Jerusalém, ou se uma vez chegado ali aceitar a mão de Pilatos… então prosseguirá vivo. E pelo mesmo, poderá fazer o bem. Que ganhará Jesus com isso? - Só conseguirás que te matem…, poderia ser o comentário de alguns mais próximos. Contudo, na sua decisão há uma opção e uma aposta na vida. Mas, não por uma vida medíocre, mas por uma vida vivida a partir da liberdade, da justiça e sempre na procura da verdade. Também no meu dia-a-dia há muitos momentos em que Deus me chama a optar pelo verdadeiro e justo.

 

Há decisões exigentes, difíceis, mas que vale a pena tomar na minha vida? Quais? Porquê?


Cômpitos vitais – Eleger a morte


«Pilatos, vendo que nada conseguia e que o tumulto aumentava cada vez mais, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: Estou inocente deste sangue deste justo. Isso é convosco» (Mt 27,24)


O outro ilogismo é o de quem, elegendo o conveniente, fica enterrado na vida: Pilatos e o seu egoísmo, Caifás e a sua lei. Herodes e o seu vazio. Judas e a sua forma de fazer as coisas. A Multidão e a sua passividade. Tantas personagens da paixão que adoptam o conveniente em vez do justo, a sua mentira em vez da verdade, a segurança em vez do risco…Provavelmente também eu, na minha história, me encontro em momentos em que a comodidade, a indiferença ou a conveniência pode mascarar pequenas mortes na vida.


Sou capaz de reconhecer no meu dia-a-dia algumas dessas pequenas situações ainda que sem querer, me escondo e onde a vida é um pouco menos plena do que poderia ser?


A Semana Santa é muito mais do que uma mera tradição, mas sim o encontro vital com a vida plena que Deus te quer oferecer, acolhe-a. Santa e Feliz Páscoa.


Padre Carlos Almeida

 

 

 

 

 

Esta página requer cookies para o seu bom funcionamento. Para mais informações consulte a politica de privacidade. Politica de privacidade .

Aceitar utilização de cookies
Politica de cookies