

Adaptação do poema épico de Homero, acompanha a longa e perigosa viagem de regresso a casa de Ulisses, rei de Ítaca, após a Guerra de Troia. Uma viagem de 10 anos onde encontra deuses, monstros e desafios intermináveis, enquanto tenta reunir-se com a esposa e recuperar o seu reino.
George Fahmy, um ator egípcio de renome, vê-se pressionado por representantes governamentais a participar num filme de propaganda dedicado ao Presidente Abdel Fattah el-Sisi (actual governante do Egipto). Colocado perante um dilema entre aquilo em que acredita, a carreira
e a segurança da sua família, Fahmy acaba por ser forçado a compactuar
com um regime autoritário que condiciona a criação artística e castiga qualquer forma de desobediência. PÚBLICO
O terceiro filme de ficção da realizadora marroquina Maryam Touzani
(“Adam”, “O Azul do Cafetã”) é falado em espanhol e passa-se em Tânger, Marrocos, onde uma viúva, interpretada por Carmen Maura, a multipremiada actriz que trabalhou muito com Pedro Almodóvar e nomes como Carlos Saura, tenta manter a casa de família contra a vontade da filha, que a quer vender. Estreado na edição de 2025 do Festival de Veneza, foi co-escrito por Nabil Ayouch, o realizador e argumentista franco-marroquino
com quem Touzani é casada. PÚBLICO
Na União Soviética de 1937, durante as terríveis purgas estalinistas,
Alexander Kornev, um jovem procurador, recebe uma carta de um prisioneiro político perseguido pela NKVD (Comissariado do Povo para os Assuntos Internos), a polícia secreta. Convicto da corrupção dos agentes e num esforço de lhes fazer frente antes que o homem desapareça dentro do sistema penitenciário do regime, Kornev decide investigar. Mas, perante a violentíssima campanha de repressão política e da violência realizada por agentes da autoridade, vai ter de percorrer um sem-número de processos burocráticos.
E a viagem que faz até Moscovo vai transformar-se numa tremenda luta contra os mecanismos do totalitarismo. PÚBLICO
Em competição na edição de 2025 do Festival Internacional de Cinema de Berlim, este filme do realizador sírio radicado na Alemanha Ameer Fakher Eldin centra-se num escritor exilado, também ele sírio, que decide ir para uma ilha remota com vista a pôr fim à sua própria vida. Ao interagir com a encarregada do alojamento onde fica, uma viúva que vive com um filho antipático, acaba por passar a ver o mundo com outros olhos. PÚBLICO
Enquanto lida com o desgosto causado pela recente morte do pai, Madalena, uma produtora de cinema grávida de oito meses, prepara-se para as rodagens de um filme de ficção científica escrito pelo progenitor. Mas quando Davi, o realizador e seu ex-marido, desaparece sem dar explicações, ela vê-se obrigada a assumir o controlo de toda a produção. Numa corrida contra o tempo (e contra a loucura de muitos dos intervenientes nas filmagens), ela tem apenas algumas semanas para terminar o filme — antes que o nascimento do bebé lhe vire permanentemente a vida do avesso. PÚBLICO
Uma história contada em três épocas, ao longo de mais de 100 anos e num mesmo lugar: o jardim botânico de Marburg, na Alemanha, onde se encontra enraizada uma majestosa nogueira-do-japão. Em 1908, uma jovem estudante de botânica encontra na fotografia uma forma de olhar e compreender o mundo das plantas; em 1972, um estudante de comportamento animal estabelece uma relação inesperada entre humanos e plantas; em 2020, durante o covid-19, um neurocientista de Hong Kong inicia uma experiência com a árvore, de modo a perceber outros tipos de emoções e formas de comunicação.
Ruth Goldman sai de casa para um encontro. No entanto, aquilo que ela pensa ser um hotel revela-se uma residência assistida. Vê-se obrigada a adaptar-se a um conjunto de rostos, rotinas e ambientes desconhecidos, enquanto a sua perceção de identidade e os seus desejos se transformam. Ruth resiste a identificar-se com os outros residentes mais velhos, mas acaba por criar uma ligação com os profissionais de cuidados que ali trabalham.
Festival de Veneza 2024 - Secção Orizzonti - Prémio melhor atriz, melhor realização e melhor filme.
Cinco livros na estante é tudo o que ficou a Ana Catarina após se ter desfeito dos seus pertences antes de se mudar para Portugal. Repletos de notas manuscritas, aromas persistentes e marcas do tempo, ela não consegue desfazer-se deles e decide devolver cada um à pessoa que os presenteou originalmente. Os reencontros, alguns passados 20 anos, despertam memórias há muito enterradas, obrigando-a a confrontar o seu passado para poder seguir em frente.
