

O alemão Christian Petzold assina este drama sobre Laura (Paula Beer), uma estudante de piano que tem um terrível acidente de viação que mata o seu namorado. Apesar de não ficar com qualquer sequela física, tem de recuperar do trauma e é então acolhida pela família de Betty (Barbara Auer), que é
testemunha do desastre e a trata quase como uma fi lha, só que começa a suspeitar das razões para a hospitalidade desta nova família. Estreado na Quinzena dos Realizadores da edição de 2025 do Festival de Cannes.
Em 2017, um incêndio deflagrou em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), causando a morte a 66 pessoas e provocando enormes danos materiais, tornando-se o mais mortífero alguma vez registado em Portugal. No dia 17 de junho, contabilizavam-se já 19 vítimas mortais, número que viria a ser atualizado nas horas e dias seguintes, atingindo 66 mortos e 253 feridos, além da destruição de cerca de 500 habitações e 50 empresas.
Adaptação do bestseller de Freida McFadden, “A Criada”. Sweeney interpreta Millie, uma mulher batalhadora que fica aliviada pela oportunidade de um novo começo como empregada doméstica de Nina (Seyfried) e Andrew, um casal da classe alta. Mas o mundo dela começa a desabar quando descobre que os segredos desta família são muito mais perigosos do que os seus.
Depois da morte da mãe, as irmãs Nora e Agnes deparam-se com o regresso de Gustav, o pai de ambas, à cidade de Oslo, de onde partiu alguns anos antes, na sequência do divórcio. Ao oferecer a Nora, atriz de teatro, o papel principal num filme cujo argumento se baseia na história da sua própria mãe, Gustav desperta memórias dolorosas e ressentimentos provocados pela sua ausência.
Situado no Iraque, em 1991, sob o regime de Saddam Hussein (1937 2006) e em pleno período de sanções norte-americanas, o filme acompanha Lamia, uma menina de nove anos responsável por preparar um bolo para celebrar o 54.º aniversário do Presidente na sua escola. Num contexto de pobreza, vigilância e medo de represálias, a tarefa – imposta através de um sorteio e reforçada pelas autoridades – transforma-se rapidamente em algo de arriscado mas que a pequena Lamia tentará cumprir a todo o custo.
Através de três histórias interligadas - as de Mohammad, Leila e Qasem, membros de uma família alargada afegã que foge da guerra em busca de refúgio no Irão - conhecemos os sacrifícios, a discriminação, o medo e a injustiça inerentes à condição de refugiado. Apesar de todo o sofrimento por que passaram, a chegada àquele lugar não significa um recomeço em total segurança mas sim o início de uma longa e árdua luta por dignidade, proteção e um verdadeiro sentimento de pertença.
O ponto de partida: George Orwell, o escritor nascido Eric Arthur Blair, não previu um futuro distópico com 1984 - o livro que em 1946 foi escrever para a ilha de Jura, na Escócia, e que seria o seu último. A censura, a experiência do totalitarismo e o espectro de um Big Brother, a reescrita do passado e a anestesia da memória, isso somos nós hoje. Esse é o ponto de chegada.
