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Procissões

 

Procissão dos Passos do Senhor - Domingo, 3 de abril

 

Embora não seja possível determinar com exatidão a origem desta Procissão, sabe-se que a mesma já se realizava em meados do século XVIII. A Vila veste-se de roxo com centenas de faixas desta cor colocadas nas janelas e nas varandas das principais ruas. Recriando os Passos do Senhor até ao Calvário, a procissão sai da Igreja Matriz e percorre as ruas da Vila até ao Pelourinho, local onde se realiza o Sermão do Encontro, que culmina com o Encontro simbólico das imagens do Senhor dos Passos e da Sua Santíssima Mãe. 

 

A Procissão prossegue com as duas imagens a caminho do Convento de Santa Maria da Caridade, onde é proferido o Sermão do Calvário. A Filarmónica União Sardoalense acompanha todo o cortejo entoando marchas fúnebres. Esta Procissão é organizada pela Paróquia de Santiago e São Mateus e pela Irmandade da Vera Cruz ou dos Santos.

 

 

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Procissão dos Ramos - Domingo, 10 de abril

 

A Procissão dos Ramos, precedida da bênção ritual, tem início na Capela do Espírito Santo, percorrendo algumas ruas da Vila em direção à Igreja Matriz. Através da sua realização, pretende a Liturgia levar os Cristãos a reconhecer e a afirmar a messianidade e realeza de Jesus de Nazaré.

 

 

 


Procissão do Senhor da Misericórdia (Fogaréus) - Quinta-feira, 14 de abril

 

A Procissão do Senhor da Misericórdia (ou Fogaréus) é uma das mais emblemáticas e solenes da Semana Santa em Sardoal. O cortejo da procissão é realizado com a iluminação da rede pública desligada, criando um ambiente místico pela luz das velas, archotes e candeias colocados nas varandas e janelas. Organizada pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal, esta Procissão integra o Serão do Mandato, na Igreja de Santa Maria da Caridade, regressando, posteriormente, à Igreja da Misericórdia.

 

A Filarmónica União Sardoalense entoa marchas  fúnebres ao longo do percurso. Nesta Procissão podem ser apreciados os ricos painéis, provavelmente do século XVIII, pertença da Misericórdia, representando Cenas da Paixão. Por motivos de segurança e preservação, saem à rua réplicas em tamanho real.

 

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Procissão do Enterro do Senhor - Sexta-feira, 15 de abril

 

Esta Procissão sai da Igreja Matriz em cortejo fúnebre, percorrendo as ruas da Vila, em direção à Igreja de Santa Maria da Caridade.
De regresso à Igreja Matriz, é neste Templo que se realizam as Cerimónias do Enterro do Senhor.
Na Procissão participam a Irmandade da Vera Cruz ou dos Santos Passos e a Irmandade do Santíssimo Sacramente.

 

A Sexta-feira Santa é um dia litúrgico, assim designado porque não se celebra a Missa, entendendo a devoção cristã que assim tem de ser porque Cristo está morto.

 

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 Procissão da Ressurreição - Domingo, 17 de abril

 

A alegria pelo triunfo de Cristo Ressuscitado é retratada nesta Procissão. As ruas da Vila por onde a Procissão passa ficam repletas de flores e verduras e nas janelas das casas são colocadas as colchas coloridas, criando um ambiente solene, mas de Festa e Alegria.

 

 

 

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Capelas

 

Capelas e Igrejas decoradas com tapetes à base de pétalas de flores naturais
14 a 17 de abril


Durante a Semana Santa, as Igrejas e Capelas, não apenas da Vila, mas também das aldeias do Concelho, estão decoradas com tapetes feitos à base de pétalas de flores e verduras naturais, com desenhos alusivos à época.


Os tapetes de flores são feitos na quarta-feira, prolongando-se pela noite dentro, envolvendo toda a comunidade.


Trata-se de uma tradição que se julga ser única no país, sabendo-se que já existia com grande esplendor no século XIX. Os tradicionais tapetes de flores são uma das iniciativas mais emblemáticas das Celebrações da Semana Santa e Páscoa em Sardoal, atraindo milhares de visitantes.


Capelas e Igrejas enfeitadas na Vila
Capela de Nossa Senhora do Carmo
Capela de S. Sebastião
Capela de Sant’Ana
Capela de Santa Catarina
Capela do Espírito Santo
Capela do Senhor dos Remédios
Igreja da Misericórdia
Igreja de Santa Maria da Caridade (Convento)

 

Horário de abertura
Quinta-feira Santa, 14 de abril – das 14h às 24h
Sexta-feira Santa, 15 de abril – das 10h às 21h30m
Sábado, 16, e domingo, 17 de abril – das 10h às 19h

 

Capelas e Igrejas enfeitadas fora da Vila
Andreus
Entrevinhas
Mivaqueiro
Panascos
Presa
Santiago de Montalegre (Igreja antiga junto ao cemitério)
São Simão
Valhascos - Igreja
Valhascos - São Bartolomeu
Venda Nova

 

Horário de abertura
Sábado, 16 de abril – das 14h30m às 18h

A Autarquia de Sardoal disponibiliza transporte para visita a estas Capelas e Igrejas no sábado, 16 de abril, às 10h30m, com partida junto ao Centro Cultural Gil Vicente

 

Horário de abertura da Igreja Matriz
De Quinta-feira, 14 de abril, a sábado, 16 de abril – das 15h às 19h
Domingo, 17 de abril – das 15h às 17h

 

 

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Transportes

 

Brevemente

 

Organização e Apoios

 

Paróquia de Santiago e São Mateus

Santa Casa da Misericórdia do Sardoal

Município de Sardoal  

Irmandade da Vera Cruz 

Irmandade do Santíssimo 

Moradores do Concelho  

Filarmónica União Sardoalense

GETAS

Instituições Diversas

 

Mensagens

 

 

Semana Santa em Sardoal História, Cultura e Tradição

 

  Após dois anos a vivermos com as restrições impostas pela pandemia COVID 19, sem de todo esquecer estes tempos difíceis, podemos finalmente celebrar a Semana Santa e Páscoa com todo o seu esplendor.
  A celebração da Semana Santa e Páscoa no Concelho de Sardoal é o expoente máximo do nosso vasto Património de Fé e Religiosidade. Os valores da Fé e da Tradição assumem, nesta época, características que nos diferenciam dos demais porque vão além do religioso. São pilares da nossa História e da nossa Cultura. São referências que a população do Concelho de Sardoal se orgulha em manter, preservar e transmitir às gerações mais novas. São marcas de beleza e esplendor que deslumbram quem nos visita.
  O cenário que aqui se vive é um misto harmonioso de nostalgia, reencontro e alegria. É uma época que fica, igualmente, marcada pelo regresso de muitos sardoalenses que, por motivos vários, se encontram fora da nossa terra. Voltam às origens para, em família e com amigos, celebrarem a Páscoa e viverem as tradições.
  Uma palavra especial de agradecimento e reconhecimento ao Munícipes do nosso Concelho que se empenham de uma forma única e genuína e que sentem todo este património como ninguém, individualmente ou inseridos nas Associações e Irmandades
  A quem nos visita desejo que consigam sentir, viver e experienciar a misticidade, a nostalgia, o reencontro e alegria da nossa Semana Santa e Páscoa.


António Miguel Borges
(Presidente da Câmara Municipal de Sardoal)


Ao partir do pão

 

  Nos últimos anos e agora agravada pela pandemia covid 19, assistimos a um esvaziamento do sentido da Semana Santa. São muitos os que acreditam que, para os “confrades”, vulgo “irmãos”, a Semana Santa termina com o cerimonial do enterro do Senhor ou com a procissão da Soledade. Ultimamente, expressões como “os confrades ressuscitam na Quaresma e morrem na Páscoa” ou “o Domingo de Páscoa é um dia de luto”, ouvem-se cada vez mais e confirmam este esvaziamento. Não estou a dizer que os confrades são maus cristãos, penso até que acreditam que sem a Ressurreição o que celebramos na Semana Santa não tem qualquer tipo de sentido. Até porque, quando terminam as procissões do enterro ou do encontro sinto no seu rosto uma certa nostalgia.
  Também é certo que ao longo da história os artistas foram e são mais criativos em representar a Paixão de Cristo do que a Ressurreição. Aqui na nossa Vila de Sardoal nos últimos anos tem existido um justo equilíbrio nas manifestações públicas de fé.
  No exercício desta reflexão vem-me ao pensamento um quadro dos Discípulos de Emaús. Jesus aparece sentado numa mesa, num gesto em que parte o pão, na presença de dois discípulos, um à direita e outro à esquerda.
  Cada um deles personifica uma atitude diferente diante da ressurreição.
  Um com um rosto incrédulo, ergue os seus braços de modo enérgico, quase violento, como querendo expressar que aquilo que está a ver não pode ser possível.
  O outro leva a mão ao peito, e com o rosto piedoso e por vezes claudicante, parece entender porque é que o seu coração ardia quando aquele peregrino pelo caminho lhes explicava as escrituras.
  Penso que estas duas atitudes representam o que cada um de nós sente diante da Ressurreição de Jesus: ardor, dúvida, dificuldade, confusão.
  No nosso interior misturam-se o ceticismo, a dúvida, o medo, a fé, a devoção, a confiança e a esperança, no mistério Daquele que venceu a morte e nos espera cada dia para partir para nós o Pão da Eucaristia.
  A certeza de que há alguém que nos espera, porque já caminha connosco faz-nos enfrentar o medo e a obscuridade com fé e confiança. Uma Santa Páscoa.


Padre Carlos Almeida

 

 

 

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